14 de outubro de 2013

REALMENTE PRECISAMOS TOMAR DOIS LITROS DE ÁGUA POR DIA?

Beber dois litros de água por dia pode não ser tão necessário quanto parece.

Beber oito copos ou dois litros de água por dia é um conselho conhecido. Mas o médico britânico Chris van Tulleken pergunta se há alguma base científica para essa afirmação no texto abaixo.

Você já viu anúncios afirmando que uma pequena queda na hidratação pode afetar muito a performance e, por isso, você tem que se manter hidratado com aquele marca de bebida isotônica especial que eles estão vendendo?

Eles parecem muito científicos. Homens em aventais, atletas com eletrodos presos ao corpo e muito mais. E não é algo difícil de se vender, pois beber líquidos faz a pessoa se sentir bem – então se você está com calor e suando, repor os fluidos deve ser benéfico.

Mais cedo neste ano, cientistas australianos fizeram uma experiência que não havia sido realizada antes e que foi descrita na edição de setembro da revista especializada British Journal of Sports Medicine.

O grupo de pesquisadores queria descobrir o que acontece com a performance depois da desidratação. Eles pegaram um grupo de ciclistas e os submeteram a exercícios até que eles perdessem 3% de seu peso total em suor.

O desempenho deles então foi medido após três formas de reidratação: 1) nenhuma, 2) líquido suficiente para voltar ao nível de 2% da perda de peso ou 3) reidratação total.

Até aí nada de mais. A diferença em relação a estudos anteriores é que os ciclistas aqui não eram capazes de saber seu grau de reidratação, pois o fluido foi recebido de maneira intravenosa.

Isso era vital porque todos nós, e especialmente os atletas, temos uma relação psicológica íntima com o consumo de água.

O resultado foi a inexistência de qualquer diferença na performance dos ciclistas completamente reidratados daqueles que não receberam nenhum líquido.

Esse estudo fez parte de um movimento crescente conhecido como "beba quando tiver sede", que espera persuadir atletas para não se hidratar de forma exagerada para evitar o risco de diluir seu nível de sódio.

Sem surpresas

Talvez o resultado não devesse ser tão surpreendente. O ser humano evoluiu fazendo exercícios em ambientes de extremo calor e baixa umidade.

Somos capazes de tolerar a perda de água relativamente bem, mas a hidratação demasiada pode ser muito mais perigosa. Em termos simples: ter água em excesso no corpo é tão ruim como o oposto.

Mas e como fica o resto de nós que não estamos andando de bicicleta em um deserto na Austrália?

Há uma ideia muito bem aceita de que devemos beber cerca de oito copos de água por dia (dois ou três litros) além da comida e das outras bebidas que já consumimos normalmente.

Estamos inundados com mensagens positivas sobre as propriedades de cura da água e como ela é boa para praticamente todas as partes do corpo, desde o cérebro até os intestinos.

Daí a pensar que uma falta de água é ruim para você não é nada mais que um passo lógico – assim como a ideia de que a hidratação deve ser boa, purificando, limpando seus órgãos, desintoxicando. Ela certamente melhora sua pele, te ajuda a pensar, reduz o disco de desenvolvimento de pedras nos rins, torna sua urina com cor límpida de champanhe se comparada à calda cor de laranja fétida que produzimos em um longo dia, quando não foi possível tomar uma quantidade suficiente de líquido.

Então eu encontrei um artigo dizendo tudo isso e muito mais. Foi escrito por um grupo de médicos respeitados de hospitais americanos e franceses e apoia claramente a crença de que você deve beber dois a três litros de água por dia.

Afirma que as pessoas com um elevado volume urinário têm uma menor taxa pedra nos rins, que a ação de lavagem da água pode reduzir o risco de infecção do trato urinário (especialmente em mulheres após o sexo).

Talvez o mais importante, os autores fazem referência a um estudo surpreendente que mostrou que, paradoxalmente, o aumento da ingestão de água eleva o risco de câncer de bexiga. Mas só se for água da torneira. Mas há um porém ainda mais importante.

Uma nota de rodapé no final do artigo explica que o que você pensou que era um texto científico em uma revista científica é na verdade um suplemento patrocinado por um grande fabricante de água mineral. Todos os autores receberam honorários desta empresa, que também prestou assistência teórica. Portanto, esta não é uma pesquisa, mas uma peça de marketing.

E essa é uma das razões pelas quais nós ainda estamos discutindo isso - porque cada vez mais a água potável não vem gratuitamente de nossas torneiras. É vendida pelas mesmas pessoas inteligentes que nos vendem iogurtes com bactérias que provavelmente não nos fazem tão bem assim. E estas empresas são bastante consistentes em recomendar dois a três litros de água por dia.

Origem do número

Então, de onde é que esse número vem e qual a razão para pensar que é correto?

Bem, o grão de verdade é que as pessoas que vivem em climas temperados e que não estão fazendo exercício físico precisam de cerca de seis a oito copos por dia, que podem estar contidos nos alimentos, bebidas alcoólicas ou bebidas com cafeína.

Sim, cerveja e café não desidratam em qualquer medida visível (há uma boa pesquisa na qual alguns estudantes de medicina beberam um monte de cerveja e depois tiveram sua urina estudada). Não há provas de que a adição de oito copos de água a tudo o que você bebe vai fazer algum bem.

Mas a grande vantagem é que, assim como um atleta de alto nível, você não precisa se preocupar com essa exigência sobre o total de água diário, porque seu corpo vai resolver tudo isso por você.

Se você beber demais, vai fazer xixi demais. Se você beber muito pouco, vai ficar com sede e urinar menos. É tudo extraordinariamente bem controlado, da mesma forma que o consumo de oxigênio é bem controlado.

Dizer que você deve beber mais água do que seu corpo pede é como dizer que você deve conscientemente respirar mais frequentemente do que você respira naturalmente, porque se um pouco de oxigênio é bom, então, mais deve ser melhor.

Como a maioria das coisas na vida há um ponto de equilíbrio, uma quantidade não muito pequena nem muito grande.

Extraído do sítio BBC Brasil

POETA CUBANO GANHA O PRÊMIO INTERNACIONAL MANUEL ACUÑA, NO MÉXICO

México, 12 out (Prensa Latina) O Prêmio Internacional Manuel Acuña de Poesia em Língua Espanhola, que outorga o governo do estado mexicano de Coahuila, foi outorgado ao cubano Luis Manuel Pérez Boitel, destacam hoje médios de imprensa.Sua obra "Artefatos para Desenhar uma Nereida" foi a selecionada entre mais de 700 escritas por poetas de vários países.

O anúncio foi feito no auditório Emilio "Índio" Fernández, em um ato presidido pela secretária de Cultura desse estado, Ana Sofía García, e outros servidores públicos e literatos.

O júri integraram-no os poetas Eduardo Lizalde, de México; Rodolfo Hinostrosa, do Peru; e Miguel Casado, da Espanha.

Lizalde acaba de ganhar o prêmio internacional Federico García Lorca, que concede a cidade espanhola de Granada.

Pérez Boitel, de 44 anos, é originario de Remédios, província de Villa Clara, e é membro da União Nacional de Escritores e Artistas de seu país.

O galardoado possui múltiplas distinções, entre estas o Prêmio Casa das Américas 2002 e o Prêmio dos Jogos Florais de Tegucigalpa 2010.

Este louro lhe será entregue no próximo 6 de dezembro, dia em que se comemorará o 140 aniversário de morte de Manuel Acuña.

Extraído do sítio Agência Prensa Latina

HOMENAGEM AO BRASIL NA FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT EVIDENCIA EXPANSÃO DO PORTUGUÊS - Maíra Kubík Mano

Para Gilvan de Oliveira, do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, interesse surge da inserção internacional do idioma.

“O Brasil é um país com muito potencial de crescimento. Além disso, o português é uma das línguas que o Banco Mundial requer de seus trabalhadores”. Simples e direto, o advogado espanhol Alejandro Navarro López, de 24 anos, justifica dessa maneira a decisão de estudar o idioma. Atualmente em Madri, ele espera “ter mais oportunidades de trabalho” no exterior quando for fluente na língua.

Blanca Zayas estuda português há 10 meses e também se sentiu motivada pela economia. “Eu comecei a trabalhar com o mercado brasileiro em novembro do ano passado e achei que os jornalistas gostariam de fazer entrevistas comigo em português em vez de inglês”, afirma Blanca, que é responsável pela comunicação de uma empresa de turismo. Para ela, o idioma se tornará cada vez mais relevante, “especialmente com todos os eventos que serão realizados no país nos próximos anos e a crescente importância do Brasil como potência econômica”.

De fato, acontecimentos como a visita do papa Francisco ou a Copa do Mundo têm atraído novos estudantes. “Este ano, cheguei a preparar um grupo de mais de 45 jovens que foram ao Rio visitar o papa e fazer trabalho voluntário”, conta Maíra Soares, brasileira radicada em Madri, ponderando que esses alunos queriam apenas um contato superficial com a língua, suficiente para contextos de viagem. “Não sei se retomarão as aulas depois”.

Esses e outros exemplos são resultados não só do crescimento econômico brasileiro, como também da expansão do idoma, defende Gilvan Muller de Oliveira, diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

Doutor em lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Oliveira diz que é dessa descentralização das línguas e da inserção internacional dos países de língua portuguesa que surgem homenagens como a que o Brasil recebeu na Feira do Livro de Frankfurt, que termina neste domingo (13/10).

Brasil é o país homenageado na Feira do Livro de Frankfurt deste ano. Frankfurter Buchmesse/Divulgação

Maior do setor

O evento, o maior do setor, teve mais de 7 mil expositores de todo o mundo e a previsão era de receber 300 mil visitantes. A cada ano, um país é escolhido para apresentar sua literatura. O Brasil levará oficialmente uma delegação de 70 autores, escolhidos por um conselho curador.

A escritora gaúcha Verônica Stigger está entre eles. “Estou curiosa para saber como eles vão reagir às nossas leituras. Sempre que se lida com um público estrangeiro, há o risco de que este busque confirmar na literatura certa imagem exótica do Brasil. Se for o caso, espero decepcioná-los”, diz Verônica, bem-humorada.

Autora do recém-lançado romance “Opisanie Świata” (CosacNaify), entre outros, ela acredita que o espaço que a literatura brasileira ocupa no cenário mundial ainda é pequeno. “Mas, continuo me surpreendendo, a cada vez que saio do país, quando vejo mais e mais autores brasileiros não só traduzidos para outras línguas, mas em destaque nas livrarias. E autores do quilate de Clarice Lispector, cujas obras, nas melhores livrarias de Buenos Aires, por exemplo, costumam estar em exposição nas vitrines e nas gôndolas”, pondera.

O escritor Julián Fuks, que estará em Frankfurt a convite da instituição alemã Léttretage, concorda com Verônica. “O recente protagonismo brasileiro em âmbitos econômicos, seja ele legítimo ou ilegítimo, parece ter atiçado entre europeus uma consciência de como sabem pouco sobre o país”, diz.

Para Fuks, “o interesse pela nossa literatura talvez seja mais um entre outros interesses: econômicos, sociais, políticos.” Autor de ‘Procura do Romance’ e ‘Histórias de Literatura e Cegueira’, lançados pela Record, ele alerta que “o risco é justamente que projetem uma expectativa única sobre a literatura brasileira, que queiram ver refletida em suas páginas apenas essa ascensão, essa pujança, esse otimismo. Se assim for, a decepção é quase certa, porque nossa literatura parece estar, a um só tempo, aquém e além disso tudo”.

O autor é pessimista quanto ao espaço que a literatura brasileira ocupa atualmente: “é bastante exíguo e lateral”. Segundo ele, “afora best-sellers de qualidade duvidosa, e alguns bons autores apreciados com pouca ênfase e muito atraso, quase se poderia dizer que a literatura brasileira padece de uma invisibilidade internacional”.

Lusofonia em alta

Para Oliveira, o momento é, de qualquer forma, muito “benigno” para o conjunto da lusofonia. Isso pode ser uma vantagem, já que permite uma expansão mais concreta.

Fachada da Feira do Livro de Frankfurt: interesse no Brasil é mais econômico que literário. Frankfurter Buchmesse/Divulgação

“A partir de 2002, quando termina a guerra civil em Angola e esta se projeta como potência média na África, quando o Timor Leste tem sua independência e quando há uma retomada importante do processo de desenvolvimento no Brasil, temos uma nova inserção dos países de língua portuguesa no mundo”, diz.

Resultado de todo este processo: o português é, hoje, a quarta língua mais falada no mundo, após o mandarim, o espanhol e o inglês. E é a mais falada do hemisfério Sul, de acordo com o Observatório da Língua Portuguesa.

O inglês, apesar de ainda ser a língua mais falada na internet, representa hoje apenas 26,8% do total, seguido de perto pelo mandarim, com 24,2%. O português é o quinto idioma mais usado: dados divulgados pela União Internacional de Telecomunicações revelam que mais de 82,5 milhões de pessoas utilizam-no para se comunicar online. Entre 2000 e 2011, o uso do português na web aumentou em 990%. No mesmo período, o árabe foi o idioma que mais cresceu (2.501%), enquanto o inglês registrou um acréscimo de apenas 1,4%.

“Na década de 1990, o inglês ocupava quase 90% da internet. Hoje, ocupa 40%. Não porque ele tenha diminuído, mas porque as outras línguas cresceram. Nesse momento, muitas línguas orientais vão tendo uma importância enorme na internet. Eu acompanho a ideia que muitos especialistas têm divulgado que a língua do século XXI vai ser o plurilinguismo e a tradução eletrônica. Quer dizer, nós vamos viver num mundo muito mais plural, o que é benéfico de modo geral”, comenta Olivera.

“Há um mercado internacional de línguas que está organizado a partir de línguas centrais e outras pivôs, que orbitam em torno delas, e sem dúvida alguma continuamos tendo o inglês na cabeça dessa estrutura”, relata. “Mas essas relações são móveis e se modificam na medida em que se modificam as tecnologias linguísticas, que estão em plena revolução”.

Extraído do sítio Opera Mundi

CHINA PROMOVE LITERATURA E CULTURA NA FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT


A 65ª Feira do Livro de Frankfurt abriu dia 9 as portas com a presença de cerca de 7300 vendedores de mais de 100 países e regiões. O evento encerrou no domingo e estima-se que o número de leitores e visitantes tenha ultrapassado 280 mil.

Sendo o convidado de honra da feira, o Brasil não só instalou o maior salão de exibição, como também trouxe até a Alemanha sabores da gastronomia brasileira.

Em destaque nesta edição da Feira do Livro estão as obras infantis e para adolescentes, podendo-se encontrar leitura para jovens em quase todos os pavilhões, particularmente banda desenhada na zona de exposição dos países asiáticos.

Cerca de 160 editoras e fornecedoras de livros da China estão em Frankfurt para participar no evento e encontram-se sobretudo no pavilhão n.º 6.1, onde estão os participantes do leste da Ásia. A área principal de exposição da China apresenta dois temas, o "sonho chinês" e o "sentir a China".

Extraído do sítio CRI

EXPOSIÇÃO TRAZ A BRASÍLIA OBRAS DA ÉPOCA DO RENASCIMENTO - Marcelo Brandão


Brasília - Em comemoração aos 205 anos do Banco do Brasil, a instituição lança hoje (12), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, a exposição Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas. A mostra traz à capital importantes obras do Renascimento, como Cristo Abençoado, de Rafael, e Leda e o Cisne, de Leonardo Da Vinci. A exposição também reúne trabalhos de outros artistas desse período, como Michelangelo, Sandro Botticelli e Giovanni Bellini.

São 57 obras que retratam um dos movimentos mais importantes da história da arte no mundo. O Renascimento marcou a entrada da humanidade na Idade Moderna e presenteou a civilização com algumas das pinturas, esculturas e obras mais reverenciadas da história. A exposição já passou por São Paulo, onde recebeu 317 mil visitantes em 79 dias. A mostra fica em Brasília até o dia 5 de janeiro.

O Banco do Brasil também lançará a pedra fundamental de um museu que será instalado no próprio CCBB e terá área de 12 mil metros quadrados. O investimento chega a R$ 9 milhões, sendo R$ 3,5 milhões para reforma e adaptação do prédio e R$ 5,5 milhões para preparação dos acervos.

O acervo do Museu Banco do Brasil – História, Cultura e Cidadania vai receber obras de artistas como Alfredo Volpi, Di Cavalcanti, Debret e Francisco Brennand e terá um módulo sobre cultura e cidadania. Esse módulo trará fatos importantes do universo esportivo e cultural, além dos grandes movimentos sociais que ajudaram a contar a história brasileira.

Extraído do sítio Agência Brasil

EDITOR DOS LIVROS DE ALICE MUNRO AFIRMA QUE NOBEL DA LITERATURA 2013 È UMA CONTISTA - Sandra Henriques


Francisco Vale, editor dos livros de Alice Munro na Relógio d’Água Editores, considera justa a atribuição do Prémio Nobel da Literatura 2013, afirmando que nem sempre isso acontece. O responsável classifica a escritora canadiana como uma contista.

“É sobretudo uma contista apesar de ter um romance que é “A vida da rapariga e das mulheres”. Ela consegue captar acontecimentos em pequenas povoações canadianas e transformar as vivências de pessoas aparentemente normais e simples em histórias muito envolventes, porque abre novas perspetivas para os seus personagens”, refere Francisco Vale.

Ouvido pelo jornalista Miguel Soares, o editor afirma que nem sempre a atribuição dos Nobel da Literatura é correta. “Se vir a lista dos escritores que ganham o Nobel e dos melhores que não ganharam equilibram-se, mas neste caso acho que é muito justa”, argumenta.

Extraído do sítio RTP.pt