3 de agosto de 2013

UM MUSEU PARA A CULTURA MEDITERRÂNICA - Joseph Hanimann


O Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, inaugurado em junho, tenta expor a cultura de uma região cuja entidade cultural e política nem sempre é fácil de definir.

Tal como nas embarcações à vela é preciso aproveitar o mínimo sopro de vento para poder avançar. Lançado há 13 anos, o projeto de um museu sobre as civilizações da Europa e do Mediterrâneo foi rapidamente suspenso devido a um desacordo entre Paris e Marselha sobre o local de implementação.

A razão prática por trás da construção deste museu já era ligeiramente artificial. O Museu Nacional das Artes e Tradições Populares, um velho edifício inaugurado em 1936 em Paris, devia de facto fechar as portas e transferir os seus fundos, consideráveis, para Marselha. A construção, no porto, ao pé do velho Fort Saint-Jean, foi interrompida, e foi o meridional Rudy Ricciotti que venceu o concurso de arquitetura.

Marselha tinha outras prioridades

Marselha tinha no entanto outros assuntos com que se preocupar: as tensões sociais entre os bairros do norte e do sul, por exemplo, ou o empobrecimento da sua população, cuja 15% vive abaixo do limiar de pobreza. O museu foi colocado entre parênteses até Marselha Provença ser eleita a Capital Europeia da Cultura em 2013, há cinco anos. Esta escolha deu uma nova vida ao projeto e marcou o início de uma verdadeira euforia imobiliária. Face à Marselha dos tráficos de droga, da máfia e da economia paralela, surgiu uma outra Marselha, a dos projetos culturais, da renovação urbana e o aburguesamento que acompanha este processo.

Terra de acolhimento do Norte da África e única metrópole do hexágono a não colocar as suas populações desfavorecidas em bairros sociais, Marselha está a descobrir que a cultura pode ser um motor da economia. O palácio Longchamp e o museu Borély foram renovados e convertidos em museus de Belas Artes, o Velho Porto foi totalmente reestruturado por Norman Foster, e o Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo (MuCEM), inaugurado no início de junho, foi homenageado com o título de “Vila Mediterrânea”, por iniciativa da região.

Arquitetura pioneira

É talvez um dos museus mais bem elaborados dos últimos anos na Europa. Com a sua superfície de exposição de cerca de quatro mil metros quadrados e ligação ao Fort Saint-Jean e à velha cidade, graças às suas pontes vertiginosas, o edifício é simultaneamente um museu, uma atração e um novo símbolo para a cidade.

Rodeado por uma rede de betão preto, o imponente paralelepípedo de Rudy Ricciotti é acessível pelo teto, através de duas pontes, ou pelo rés-do-chão, a partir do cais. Em ambos os casos, o edifício respira qualidade. É talvez um dos museus mais bem elaborados dos últimos anos na Europa. Com a sua superfície de exposição de cerca de quatro mil metros quadrados e ligação ao Fort Saint-Jean e à velha cidade, graças às suas pontes vertiginosas, o edifício é simultaneamente um museu, uma atração e um novo símbolo para a cidade.

No entanto, os fundos que lhe foram atribuídos não facilitam a tarefa do MuCEM. O museu etnográfico é um conceito antigo, que data do século XIX. Portanto, o MuCEM tenciona criar um novo género de museu das civilizações. Falta saber como vai encarar esta tarefa, tendo em conta os fundos que lhe foram entregues – meio milhão de ferramentas, objetos rituais, mobílias, fardas, cartazes e fotografias – e a imensidão do perímetro geográfico em questão.

Uma coisa é certa: a tónica será colocada nas ligações que unem o Mediterrâneo e a Europa. Devemos evitar opor a Europa do norte ao sul, declara Thierry Fabre, responsável pela programação do MuCEM: a visão de um “império latino” tal como introduzido pelo filósofo Giorgio Agamben no debate foi interpretada, pelo norte, sobretudo, como uma declaração de guerra. Para Thierry Fabre, a Europa sente-se naturalmente inclinada para o Mediterrâneo, um sentimento que se reforçou após Goethe, a campanha do Egito de Napoleão, e a moda do orientalismo.

O berço das ideias da Europa

Thierry Fabre detesta os “discursos pretensiosos sobre o Mediterrâneo, berço da civilização”. A reativação desta inclinação natural não é dirigida contra o norte – trata-se mais de afirmar uma singularidade frequentemente desprezada. Para ele, o mediterrâneo possui uma “identidade narrativa” forte, constituída por histórias e imaginários comuns. Thierry Fabre não conhece nenhum imaginário, nem atlântico nem báltico – tirando talvez o imaginário caribenho – com o qual possa ser comparado.

Para Thierry Fabre, o impulso democrático que ocorreu nos países do Norte de África e a instabilidade política que o acompanha confirmam que o vento passou a soprar do sul. Dos primeiros sonhos com o Mediterrâneo dos pioneiros do socialismo de Saint-Simon ao entusiasmo de Nietzche por Carmen, passando pelas odes ao sol de Picasso, está-se a desenhar um novo horizonte cultural no sul da Europa, como o proclama o MuCEM, que se baseia em escolhas um pouco arbitrárias.

Um horizonte cultural cujas lacunas passarão a ser colmatadas –incluindo politicamente – pelo sul. Neste contexto, o contributo do MuCEM dependerá da sua capacidade em ultrapassar o seu principal objetivo, relativamente confuso. Apesar de a afluência inesperada registada desde a inauguração (350 mil pessoas) ser um sinal de sucesso, ainda não pode ser considerada um argumento. Situados numa linha de fratura determinante na Europa, Marselha e o seu museu anteveem no entanto a possibilidade de um futuro que não está apenas nas suas mãos.

* Originalmente publicado em Süddeutsche Zeitung.

Extraído do sítio PressEurope

2 de agosto de 2013

NEY MATOGROSSO COMPLETA 72 ANOS - Sueli de Freitas

O cantor começou no grupo Secos & Molhados (Foto: Cilo Roberto Bonaparte - CC)

Ney de Souza Pereira, ou apenas Ney Matogrosso, completou 72 anos nesta quinta-feira, 1º de agosto. Ex-integrante dos grupo Secos & Molhados, ele consolidou uma carreira solo e está entre as vozes consideradas mais completas da música brasileira.

Entre os compositores que já interpretou estão Chico Buarque, Cartola, Rita Lee e Cazuza. Músicas como Rosa de Hiroshima, Sangue Latino, O Patrão Nosso de Cada Dia, Bandido Corazón, Bandoleiro, Homem com H, Pro dia nascer Feliz estão entre seus sucessos. Ney Matogrosso também é conhecido por suas performances, maquiagem e figurino exóticos, como pode ser visto nesta apresentação da música Mulher Barriguda, gravada pela antiga TVE-RJ.

Além de cantor, Ney Matogrosso já atuou como coreógrafo, iluminador, dançarino e ator. Em 2012, ele falou à TV Brasil sobre a diferença entre trabalhar como cantor e ator, comentando seu papel como protagonista do longa-metragem Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha.

Extraído do sítio Portal EBC

INDIO CÂNDIDO SERÁ HOMENAGEADO NA FEIRA DO LIVRO DE SOBRADINHO

O evento ocorrerá de 25 de novembro a 1º de dezembro em Sobradinho.


Diretora da Casa da Cultura Clause Koch Nardi, informa a vinda do Sobradinhense Indio Cândido, como escritor homenageado da Feira do Livro de Sobradinho, que acontecerá de 25 de novembro a 1º de dezembro. 

Estão abertas as inscrições do 1º Concurso Literário “Jornalista Valacir Cremonese”, e tem como tema, Memórias Literárias (fatos ou pessoas). As inscrições poderão ser realizadas até o dia 6 de setembro. 

O participante deve ser pessoa física residente no Centro-Serra do Rio Grande do Sul composta pelos seguintes municípios: Arroio do Tigre, Cerro Branco, Estrela Velha, Ibarama, Jacuízinho, Lagoa Bonita do Sul, Passa Sete, Segredo, Sobradinho, Tunas e Lagoão.

O regulamento está disponível na Casa da Cultura de Sobradinho para leitura, inclusive no Blog (http://casadacultura-sobradinho-rs.blogspot.com).

Extraído do sítio Portal Gaz

1 de agosto de 2013

EDITORAS BRASILEIRAS VENDERAM MENOS LIVROS EM 2012, MAS FATURAMENTO CRESCEU - Paulo Virgilio

Rio de Janeiro - As editoras brasileiras venderam 434,92 milhões de livros em 2012, diminuição de 7,36% em relação ao ano anterior, quando foram vendidos 469,46 milhões de exemplares. O faturamento do setor, no entanto, foi maior: R$ 4,98 bilhões, o que representa um crescimento de 3,04% na comparação com 2011, quando o resultado foi R$ 4,83 bilhões.


Os dados constam da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada hoje (30) no Rio pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). O levantamento anual é feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo, sob encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Snel.

A pesquisa abrange os dois segmentos básicos do setor livro: o mercado, formado pelas livrarias e outros pontos de venda, e o governo, que compra das editoras por meio de programas como o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD). No primeiro segmento, o setor registrou em 2012 o primeiro crescimento real de vendas desde 2008, com um total de R$ 3,66 bilhões, 6.36% a mais que os R$ 3,44 bilhões vendidos ao mercado em 2011.

Ainda considerando as vendas ao mercado, o preço médio do livro cresceu 12,48% em 2012. Já com relação às vendas ao governo, houve no ano passado uma queda de 10,31% no número de exemplares adquiridos – 185,48 milhões, contra 166,35 milhões em 2011 – e uma redução de 5,2% no faturamento. As editoras venderam ao governo em 2012 R4 1,31 bilhão, contra R$ 1,38 bilhão no ano anterior.

De acordo com a presidenta do Snel, Sônia Jardim, o levantamento anual do desempenho do setor permite analisar tendências e resultados. “É importante conseguirmos visualizar qual dos segmentos está obtendo melhores resultados, qual o canal de distribuição que está crescendo, qual a área temática com tendência de crescimento ou de queda”, disse.

Uma das tendências observadas em 2012 foi em relação à produção de novos títulos, que cresceu 1,89% em relação às reimpressões. Foram 20,79 mil novos títulos publicados no ano passado, contra 20,4 mil em 2011. As reimpressões, por sua vez, caíram quase 3%, passando de 37,78 mil em 2011 para 36,68 mil no ano passado.

A edição 2012 da pesquisa apurou pela primeira vez dados sobre a exportação de livros brasileiros. As editoras nacionais exportaram no ano passado 3,029 milhões de exemplares, no valor de R$ 56.99 milhões.

Extraído do sítio Agência Brasil

"ELE É UM POETA INVULGAR", DEFINE CLEO BERARDINELLI SOBRE FERNANDO PESSOA - Diego Ponce de Leon

A escritora falou sobre o poeta durante entrevista ao Correio.

"Ele criou, a partir dele mesmo, outras pessoas"

Ela prefere que a chamem de Dona Cleo. O apelido carinhoso reflete a relação que Cleonice Berardinelli nutre com seus leitores. E eles são muitos. Professora de carreira, Dona Cleo se tornou uma das mais lembradas acadêmicas do país, principalmente entre as rodas de literatura, nas quais é tratada como sumidade pelos discípulos e seguidores. Entre eles, Maria Bethânia, com quem deverá gravar um disco declamando Fernando Pessoa, poeta favorito.

Desde a graduação, em 1938, as terras de Camões passaram a pautar o magistério e os estudos de Dona Cleo. Dedicada e persistente, entregou diversas obras sobre a literatura lusófona, pela qual passou a ser reconhecida. O legado a levou à cadeira de número 8 na Academia Brasileira de Letras (cuja presidente, Ana Maria Machado, foi aluna de Dona Cleo).

Apesar da idade avançada, não pensa em parar (“sem trabalho, seria uma espécie de deserto ao meu redor”). Em entrevista ao Correio, Cleonice transborda vivacidade e, pelo ofício latente, leciona sem perceber. A intimidade com Fernando Pessoa, a tornou a maior estudiosa no Brasil do poeta português.

Por que Fernando Pessoa sobressai na literatura portuguesa?

Em primeiro lugar, a qualidade. Ele é um poeta invulgar. Um grande apaixonado por Fernando Pessoa que escreveu um livro disse: “Pessoa é singular, porque é múltiplo. É múltiplo, porque é singular”. Achei essa definição perfeita.

A história conta que o heterônimo favorito de Pessoa era Alberto Caeiro…

O Fernando Pessoa diz em uma carta muito importante escrita ao poeta e crítico literário (Adolfo) Casais Monteiro, que acabou conhecida como “carta sobre a gênese dos heterônimos”, que o Alberto Caeiro nasceu primeiro. Ele afirma: “Sinto que nascera em mim o meu mestre”. Então, Caeiro será considerado por seu ortônimo (a própria pessoa) e pelos outros, como mestre. É o único que morre. Em 1915, o Caeiro morre jovem, puro e inocente. Um poeta especial. Diferente dos outros (Dona Cleo começa a declamar poesias de Caeiro). Quando ele morre, Álvaro de Campos escreve uma página de prosa lindíssima, bastante poética, em que diz: “Mestre, meu mestre querido, coração de meu corpo…”. Há uma relação de reverência dos outros heterônimos para com Caeiro, principalmente de Álvaro de Campos, que é o oposto dele. Campos é torrencial, escreve poemas enormes, como a Ode marítima, com 940 versos.

A senhora consegue imaginar Fernando Pessoa na vida comum?

Longe do escritor, ele nunca andou. Pessoa dizia ser um poeta dramático, que queria escrever dramas em personagens, mas que nunca conseguiu. Ele escrevia drama em gente. Ele nunca escreveu um Hamlet, como Shakespeare. Ele criou, a partir dele mesmo, outras pessoas. Sempre que perguntavam a ele se tinha criado pseudônimos, ele esclarecia que pseudônimos eram nomes falsos do próprio autor. O heterônimo é um outro nome. Ou seja, eram todos na verdade ele próprio. Desdobramentos, diferenciações. Ele se qualifica, em uma carta a dois médicos-neurologistas, como histero-neurastênico (que sofre de transtornos de histeria).

Muitos a celebram como a maior estudiosa de Fernando Pessoa no mundo…

Que pretensão! Eu sou, pelo menos em data, a primeira. Eu fiz a primeira tese brasileira sobre Fernando Pessoa.

Como tem sido a experiência ao lado da “aluna” Bethânia?

Estar com Bethânia é uma coisa boa. Que me faz bem ao coração. Uma pessoa extraordinária. Ela se põe diante de mim como se eu fosse superior, é muito engraçado (risos). Beija-me a mão como se fosse uma antiga aluna. É uma relação encantadora.

Está confirmado o disco que reunirá vocês declamado Fernando Pessoa?

Bethânia já disse: o disco está pronto. Claro que nós vamos refazer alguma coisa, retocar.

Como é o dia a dia da senhora?

A minha vida, embora eu esteja na idade que estou e seja aposentada da Faculdade de Letras (da Universidade Federal do Rio de Janeiro) desde 1986, é recheada. Sempre convidada para conferências, congressos. E não consigo atender nem metade. Acho muito bom. Enquanto estiver trabalhando, estou viva. Só peço a Deus que quando o trabalho cessar, eu também cesse. Sem trabalho, seria uma espécie de deserto ao meu redor.

O que a senhora lia na infância?

Eu comecei a ler versos aos quatro anos. Eu lia o que meu pai punha na minha mão. Meu pai era um militar apaixonado por literatura. Minha mãe adorava poesia. Então, tive um clima em casa. Quando penso nas coisas que lia, lembro que não entendia muito, a não ser que papai tivesse paciência de me explicar palavra por palavra. Vou te dizer o que me ficou de um quarteto do primeiro soneto que aprendi, chamado O Cristo de marfim: “Essa que passa por aí senhores/ de olhos castanhos e de altivo porte/ é a princesa ideal dos meus amores/ a mais franzina pérola do Norte”. Veja lá, uma criança de 4 anos saberia o que estava dizendo? (risos). Papai era um professor nato. Ajudava-nos muito nos estudos. Presunçosamente, vou dizer que eu era a predileta dele. Uma ligação imensa.

Como a literatura portuguesa apareceu em sua vida?

Meu pai era militar e morávamos em São Paulo. Entrei na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade de São Paulo, que estava começando. Isso foi em 1936. Faz tempo! Tive um professor de literatura portuguesa que foi o grande mestre da minha vida. O curso era literatura luso- brasileira. Lá fui eu ter a felicidade de ser aluna de Fidelino de Figueiredo. Você não imagina como foi uma revelação de tudo. Desde Camões, quem conhecia aos retalhos, mas de quem não sabia a importância. Ele me despertou um gosto que não acaba nunca, que espero que continue me acompanhando até o fim. Todos da família de Fidelino ficam gratíssimos a mim pela minha fidelidade, veja bem, quase canina.

Quais nomes chamam a sua atenção na literatura nacional?

Gosto muito de Manoel de Barros. Também gosto de outros dois poetas, que inclusive foram meus alunos: Antonio Carlos Secchin e Eucanaã Ferraz. Lembro-me de uma redação de Antônio Carlos (Secchin), que deveria ter no máximo 19 anos na época, que corrigi. Achei-a tão preciosa que escrevi: “Auguro-lhe um belo futuro”. Quando ele fez concurso para titular da faculdade, durante os cumprimentos, ele me entregou um envelope. Quando abri, era a cópia daquela prova. Ficamos muito amigos. E vou lhe dizer: foi ele que me pôs na Academia. Nem sonhava com essa pretensão. Ele me ligou e passou uma hora no telefone me persuadindo. No fim, por cansaço, acabei cedendo e redigi a carta me candidatando à cadeira. No dia seguinte, escrevi uma nova carta: “Desculpe-me. Não sei se isso já aconteceu, mas estou me descandidatando”. Mas já era tarde demais.

Extraído do sítio Correio Braziliense

EXPOSIÇÃO NO METRÔ DE SÃO PAULO PROPÕE NOVO OLHAR SOBRE A ÁFRICA

Moda, cultura jovem, música e literatura estão entre os conteúdos da mostra "Afreaka", em três estações da capital paulista.

Uma África que não remete a fome, pobreza e miséria será tema da próxima mostra do Projeto Encontros em três estações de metrô de São Paulo. A exposição Afreaka começa na próxima segunda-feira (05/08) e vai até 31 de agosto, nas estações Paraíso, Corinthians-Itaquera e Artur Alvim.

A exposição Afreaka contará com produções artísticas e intelectuais de oito países africanos

A ideia dos dois idealizadores da iniciativa, a jornalista Flora Pereira e o designer Natan de Aquino, era fugir completamente dos estereótipos do continente africano. Durante sete meses, eles viajaram pela África, passando por África do Sul, Namíbia, Botsuana, Moçambique, Tanzânia, Zimbábue, Quênia e Zâmbia. Na volta, criaram o site Afreaka, cujo conteúdo agora será exposto no metrô, com patrocínio dos Correios.

Música, literatura, arte, culinária, moda, cultura jovem e arquitetura são algumas das vertentes trazidas pela exposição, que quer veicular o continente africano a uma imagem moderna e diferente da transmitida pela mídia convencional.

A produção cultural e intelectual da África será mostrada ao usuário do metrô através de exemplos de artistas e iniciativas encontrados nos países visitados. Na estação Paraíso haverá um painel com imagens para fotos e também fotografias e ilustrações dos criadores do projeto, as quais estarão presentes também na Artur Alvim.

Também será montado um Espaço de Leitura, com doze livros sobre a África em diversas expressões: poesia, culinária, turismo, fotografia e histórias infantis. Ainda, uma coletânea de vídeos produzidos durante a jornada serão exibidos nas duas estações mostrando alguns momentos nos oito países africanos.

O site do Afreaka foi fundado com dinheiro arrecadado a partir de crowdfunding (financiamento coletivo) e traz mais de 90 reportagens, 100 ilustrações inéditas, inúmeros vídeos e fotografias e ainda uma seção de dicas para o turismo local. A exposição terá o mesmo horário de funcionamento do metrô e será gratuita para seus usuários.

Extraído do sítio Opera Mundi