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28 de julho de 2013

MOSTRA EM HOMENAGEM AO PAPA TRAZ OBRAS INÉDITAS SOBRE SÃO FRANCISCO DE ASSIS - Fernanda Cruz


São Paulo - A exposição São Francisco de Assis, das Chagas de Todo Mundo, em cartaz no Museu de Arte Sacra da capital paulista, traz um acervo praticamente inédito de 28 peças que fazem referência ao santo, entre esculturas, pinturas, desenhos e fotografias. A maior parte das obras é desconhecida do público, pois está guardada na reserva técnica do museu.

Maria Inês Coutinho, diretora do museu e curadora da mostra, conta que a exposição foi montada em homenagem à visita do papa Francisco ao Brasil. “Temos uma pintura do século 17, desenhos que também são inéditos, do início do século 20, e várias esculturas do século 19”, disse ela.

A Igreja de São Francisco, localizada em São João del Rei (MG), foi escolhida para ambientar a exposição, cuja decoração remete ao interior da construção histórica. “A igreja [de São João del Rei] tem um altar que mostra uma imagem de São Francisco reverenciando Cristo, nós demos destaque para isso”, contou.


Segundo Maria Inês, desde a abertura no dia 13 de julho, foram batidos recordes de visitação – cerca de mil pessoas estiveram no museu no último sábado. De acordo com a curadora, o público médio diário que visita o espaço, normalmente, não passa de 70 visitantes. O museu comporta 150 pessoas por vez.

Uma das obras que podem ser vistas, a São Francisco das Chagas, do século 17, está entre as raridades. “[A obra] mostra o santo recebendo o abraço do chamado Cristo Seráfico. É uma representação do amor e devoção de São francisco com Cristo”. A peça produzida em barro veio da Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, na capital.

A curadora destaca que o visitante notará diferentes representações enquanto percorre a exposição. “São Francisco, na visão da iconografia, na forma de representação mais tradicional, vem com os animais, tem pássaros, lobos. As diversas representações enriquecem muito.”

A mostra termina no dia 1º de agosto e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e sábado e domingo, das 10h às 18h. Os ingressos são vendidos por R$ 6 ou R$ 3 (meia-entrada). O Museu de Arte Sacra fica na Avenida Tiradentes, 676.

Extraído do sítio Agência Brasil

21 de julho de 2013

COM RICO ACERVO DE ARTE SACRA, MUSEUS DE SALVADOR ESTÃO ENTRE POTENCIAIS DO TURISMO RELIGIOSO


A cidade de Salvador tem no turismo religioso uma especificidade que a classifica em dois tipos: o cultural, no qual figuram igrejas históricas, com seu patrimônio artístico, e o de cunho estritamente religioso, marcado pela figura do peregrino, movido basicamente pela fé. Assim como as igrejas, que, com seus acervos seculares, ornamentos, azulejaria e pinturas, unem história, arte e fé, atraindo a atenção de muitos turistas, também museus em Salvador despertam a atenção de visitantes como seu importante acervo sacro.

Essa opção de turismo que a Bahia oferece será mostrada pela Secretaria do Turismo da Bahia (Setur) e Bahiatursa, de 19 a 26 de julho, durante ExpoCatólica – Bote Fé Brasil, no Riocentro, Rio de Janeiro, junto com a Jornada Mundial da Juventude 2013, realizada de 23 a 28 de julho, que tem público estimado em mais de um milhão de pessoas de mais de 190 países.

Em um estande de 200 metros quadrados, os visitantes encontrarão informações detalhadas sobre a Bahia como destino de turismo religioso, receptivo com baianas tipicamente trajadas e exposição de fotos. Com isso, os órgãos estaduais de turismo objetivam ampliar a receita do turismo religioso na Bahia e aumentar a participação de visitantes de outros estados no fluxo turístico do segmento católico, já que o público predominante nos eventos religiosos da Bahia é formado pelos próprios baianos.

Conheça os principais museus de Salvador que reúnem arte sacra

Com um acervo que inclui duas grandes coleções, uma de artes plásticas (pinturas e esculturas) e outra de arte decorativa (mobiliários, louças, porcelanas e pratas), o Museu de Arte da Bahia - primeiro museu fundado no Estado, em 1918 – completa 95 anos nessa quinta-feira (18 de julho).

A pintura religiosa representada no acervo do MAB tem obras que retratam cenas bíblicas e outros temas religiosos, como representação de santos e via sacra, de autoria de grandes artistas baianos, como Teófilo de Jesus e Franco Velasco.

A imaginária está representada pelas principais devoções, a exemplo das varias invocações da Virgem Maria, além de santos cuja devoção se encontravam em oratórios de residências das famílias baianas, como São Francisco e Santo Antônio, dentre outros.

Localizado no Corredor da Vitória desde 1982, o museu, conhecido antigamente como Museu do Estado, já teve duas outras sedes: a primeira no Solar Pacífico Pereira, no Campo Grande, onde hoje funciona o Teatro Castro Alves, e outra, em Nazaré, no Solar Góes Calmon, atual sede da Academia de Letras.

Já o Museu da Ordem Terceira do Carmo compreende um acervo sacro entre a igreja, sacristia, a Casa da Mesa, Casa dos Santos e antiga senzala. É na Casa dos Santos que está a imagem do Senhor Morto, que sai em procissão pelas ruas do Centro Histórico na Sexta-Feira da Paixão. Esculpida entre o final do século XVIII e início do XIX, a imagem, feita em cedro e que mede 1,80m, desperta a atenção de quem visita o local.

Inaugurado em novembro de 1981, o Museu Abelardo Rodrigues preserva uma das mais importantes coleções de arte sacra do país, reunida pelo pernambucano que dá nome ao museu. O acervo conta com peças dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia.

O acervo reúne exemplares da imaginária erudita e popular, esta, registrando imensa variedade de influências regionais. Dentre elas, se destacam invocações raras como a Nossa Senhora do Leite e a Nossa Senhora das Almas do Purgatório.

O corredor do primeiro andar da Igreja da Ordem Terceira do São Francisco abriga um pequeno acervo de arte sacra, com peças doadas por irmãos da ordem. São cerca de 40 imagens, em que se destacam a de Santo Antônio de Lisboa, além de paramentos litúrgicos dos séculos XVIII e XIX.

Criado em 1957 e inaugurado em 1959, o Museu de Arte Sacra, uma parceria da Arquidiocese de Salvador com a Universidade Federal da Bahia, funciona no Convento de Santa Tereza e é único e exclusivamente de arte sacra cristã da Igreja Católica. Tem um acervo com cinco mil peças, entre imagens e objetos litúrgicos, em materiais diversos, como prata, ouro, madeira, terracota e marfim, dentre outros.

Entre as imagens, destacam-se a de Nossa Senhora das Maravilhas, em madeira revestida de prata, do século XVI; Nossa Senhora de Guadalupe, também em madeira revestida de prata do mesmo século; Nossa Senhora de Monteserrate, em terracota, de autoria de Frei Agostinho da Piedade, do século XVII; Busto relicário de Santa Luzia, também de Frei Agostinho da Piedade, do século XVII, revestida em prata; Nossa Senhora das Dores, em madeira policromada, do século XVIII; e uma coleção de imagens de marfim, dos séculos XVII e XVIII, além de objetos sacros, em ouro e prata, da liturgia católica, dos séculos XVII, XVIII e XIX.

Serviço:

Museu de Arte da Bahia: Corredor da Vitória. Tel: 3117-6902. Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 13h às 19h; sábado, domingo e feriado, das 14h às 19h.

Museu da Ordem Terceira do Carmo: Ladeira do Carmo, s/n. Tel: 3242-0182. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h,e sábado, das 9h às 15h.

Museu Abelardo Rodrigues: Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho. Tel: 3117-6440. Horário de funcionamento: Terça a sexta, das 12h às 18h, fins de semana e feriados, das 12h às 17h

Ordem Terceira de São Francisco: Rua da Ordem Terceira, Centro Histórico. Horário de funcionamento: Segunda-feira a domingo: 9h às 17h

Museu de Arte Sacra: Rua do Sodré, 276. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 11h30 às 17h30.

Extraído do sítio Bahia

11 de julho de 2013

MNBA INAUGURA EXPOSIÇÃO DE OBRAS-PRIMAS DE MUSEUS DO VATICANO E DA ITÁLIA - Paulo Virgilio


Rio de Janeiro - A partir de ontem (10), mais de 100 obras-primas dos museus do Vaticano e de outras instituições italianas poderão ser vistas no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA). Principal evento cultural da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada no Rio de 23 a 28 deste mês com a presença do Papa Francisco, a exposição A Herança do Sagrado: Obras-Primas do Vaticano e de Museus Italianos apresenta ao público obras emblemáticas de pintores como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Ticiano e Caravaggio. Exibe também raridades, como a primeira representação de Jesus Cristo, de autor desconhecido e pintada entre o terceiro e o quinto século da era cristã.

A ministra da Cultura, Martha Suplicy, acompanhada do novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ângelo Oswaldo, participou, nessa terça-feira (9) à noite, da abertura oficial da mostra, restrita a convidados. A exposição é uma realização do Pontifício Conselho para os Leigos, do Comitê Local da JMJ e da Fundação João Paulo II para a Juventude, em conjunto com o governo brasileiro.

“Esta é a maior exposição já realizada para uma edição da Jornada Mundial da Juventude”, destacou o gerente de Eventos Culturais da JMJ Rio 2013, Gustavo Ribeiro. Segundo ele, o apoio inédito de diversas instituições da Santa Sé e da Itália tornou possível trazer a mostra ao Brasil.


Além do Vaticano, as obras vieram da Galeria Borghese, do Palazzo Venezia e dos Museus Capitolinos, de Roma; do Museu de Capodimonte, em Nápoles; da Galeria Nacional de Marche (Urbino); e da Galeria Palatina, em Florença. São pinturas, esculturas, jóias e relíquias, distribuídas por quatro módulos que ocupam todo o segundo andar do MNBA.

O primeiro módulo é dedicado às representações de diversos episódios da vida de Cristo, com destaque para obras comoRessurezione, de Ticiano, e de Peter Paul Rubens. O segundo aborda a vida e a missão dos apóstolos Pedro e Paulo e tem como destaque achados e obras de arte provenientes da antiga Basílica de São Pedro, conhecida como Basílica de Constantino e antecessora da atual, no Vaticano.

O terceiro módulo tem como tema a Virgem Maria, representada por obras significativas como Madonna del davanzale, de Pinturicchio, datada de 1490, e pertencente ao acervo dos Museus do Vaticano. O quarto módulo é formado por obras e relíquias que remetem à vida dos santos, retratados em obras de Caravaggio e Guido Reni, entre outros mestres do Renascimento.

Nesse último segmento, a exposição faz uma homenagem ao Rio de Janeiro. Quem visitar a mostra poderá ver de perto o relicário que abriga os restos mortais do crânio de São Sebastião, o padroeiro da cidade.


Para o curador Giovanni Morello, A Herança do Sagrado é uma exposição única, pelo tema e pela presença de grandes mestres. “Ela proporciona amplo entendimento da singularidade de importantes períodos artísticos, como o Renascimento e o Barroco”, explicou Morello, pesquisador durante 30 anos na Biblioteca do Vaticano.

“Nunca tivemos uma exposição como esta, uma das mais relevantes já realizadas no país e na América do Sul”, afirmou a diretora do MNBA, Mônica Xexéo. Ela estima uma média de 5 mil visitantes por dia até o encerramento da mostra, no dia 13 de outubro. Caso a previsão se confirme, A Herança do Sagradodeverá receber cerca de 400 mil pessoas, aproximando-se dos 423 mil visitantes da exposição recordista do museu, Monet, exibida em 1996.

Para atender à expectativa de público, o MNBA estendeu seu horário de funcionamento, que passa a ser das 9h às 21h, de terça-feira a domingo. Durante todo o período da mostra, a entrada no museu será gratuita. O MNBA fica na Avenida Rio Branco, 199, no centro do Rio.

Extraído do sítio Agência Brasil

12 de junho de 2013

OBRAS-PRIMAS DO VATICANO VÃO SER EXPOSTAS NO RIO DE JANEIRO DURANTE JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro inaugura a partir de hoje (11) uma exposição de obras-primas do Vaticano, no âmbito da próxima Jornada Mundial da Juventude que decorre na ‘Cidade Maravilhosa’.

Marta e Maria Madalena, de Caravaggio, um dos artistas que terão obras exibidas na exposição. (Cea. / Creative Commons)
A mostra de arte religiosa, intitulada ‘Nas Pegadas do Senhor’, é, segundo especialistas, a mais importante já realizada na América Latina, refere o site das Jornadas, evento que decorre de 23 a 28 de julho com a presença, esperada, do Papa Bento XVI.

Os organizadores acreditam que os visitantes vão encontrar uma “catequese” feita por pintores e escultores que vivenciaram a história da arte religiosa.

A exposição, que fica patente de 11 de junho a 15 de setembro, obedece ao lema do encontro, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, e divide-se em quatro secções.

Na primeira, ‘Cristo: via de Salvação’, são apresentados temas como a ‘Paixão de Cristo’, ‘Ressurreição’, ‘Incredulidade de Tomé’, ‘Cristo e a Adúltera’ e a ‘Parábola do Filho Pródigo’, com quadros assinados por Beato Angélico, Melozzo da Forlì, Leonardo da Vinci, Bernini e Correggio, entre outros.

A segunda parte, ‘Vocação e Missão dos Apóstolos’, inclui um díptico com Pedro e Paulo, do século III a IV, enquanto que a terceira secção, dedicada à Virgem Maria, cruza Ocidente e Oriente com obras de Miguel Ângelo, Pinturicchio e Perugino, além de ícones bizantinos.

Annibale Carracci, Guido Reni e Caravaggio são os criadores convocados para a última etapa da exposição, ‘Os Santos: modelos a imitar’, que compreende pinturas e relicários.

O diretor dos Museus do Vaticano, Antonio Paolucci, reuniu-se a 16 de janeiro com coordenadores da Jornada Mundial da Juventude e a diretora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, entre outros responsáveis.

Extraído do sítio Agência Ecclesia

22 de março de 2013

FAÇA UM TOUR VIRTUAL PELA CAPELA SISTINA

Pintado por Michelangelo Buonarotti por volta de 1511 (Arquivo Público)

A Capela Sistina (em italiano: Cappella Sistina) é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482 e, em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como lugar tanto para religiosos quanto funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

Faça o tour virtual pela Capela aqui.

Fonte: Wikipédia

Extraído do sítio The Epoch Times

1 de março de 2013

CONCLAVES ACONTECEM NA CAPELA SISTINA DESDE 1492 - Allan Walbert

O Juízo Final, pintura feita por Michelangelo na Capela Sistina (GianniG46/Wikimedia Commons)

Localizada nas dependências do Vaticano, a Capela Sistina é o espaço onde os cardeais reúnem-se para escolher um novo papa. O local recebe os conclaves da Igreja Católica desde 1492, sem interrupções. A expectativa é que o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI tenha início antes de 15 de março.


A Capela Sistina tem esse nome em homenagem a Sisto IV, que foi papa entre 1471 e 1484 e restaurou a então Capela Magna contratando os pintores Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio. Além de pinturas sobre a vida de Moisés e de Cristo. retratos dos antigos papas também foram feitos nesta primeira restauração. O projeto arquitetônico, de Baccio Pontelli, fez da Capela Sistina um edifício com descrições similares ao Templo de Salomão, do Antigo Testamento bíblico.


Entre 1508 e 1512, o papa Júlio II chamou Michelangelo para contribuir com a decoração do espaço. O artista pintou o teto da Capela com representações do primeiro livro da Bíblica, Gênesis. São retratados episódios como as criações Divinas, o Pecado Original e o Dilúvio. Já na parede do altar, Michelangelo pintou o episódio do Apocalipse conhecido como Juízo Final.


De acordo com estimativas do Vaticano, a Capela Sistina atrai até 30 mil visitantes por dia.



Extraído do sítio Agência Brasil

20 de fevereiro de 2013

MUSEUS DO VATICANO - João Batista Natali

Uma das principais atrações do menor Estado independente do mundo é a basílica de São Pedro

Entre as pinturas, uma das preciosidades é o tríptico encomendado em 1320 a Giotto pelo cardeal Stefaneschi

O Vaticano é o menor Estado independente do mundo. Tem menos de meio quilômetro quadrado e apenas 994 habitantes.

Entre eles, está o papa -Bento 16, até o próximo dia 28, quando passa a vigorar sua renúncia, e, depois disso, o novo pontífice a ser escolhido em conclave.

O território é a sede da burocracia católica. Os turistas não têm acesso aos aposentos do papa e dos cardeais, nem aos escritórios da Cúria Romana, espécie de ministério dentro dessa insólita monarquia absolutista em que o papa é o monarca.

Até a segunda metade do século 19, os Estados Papais ocupavam boa parte do centro da Itália. Com a unificação italiana e o Tratado de Latrão (1929), o papa precisou se contentar com um pequeno território incrustado na cidade de Roma.

O Vaticano funciona quase como um luxuoso cartão-postal do catolicismo. A começar pela basílica de São Pedro, construída de 1506 a 1626, sob a sucessiva direção de Bramante, Rafael, Michelângelo, Maderno e Bernini.

A visita à basílica é gratuita, mas há filas para a passagem pelo detector de metais. Os seguranças não deixam entrar pessoas com ombros e pernas descobertos.

Imensa, a nave pode abrigar 60 mil fieis. O maior tesouro artístico é a "Pietà", de Michelangelo, estátua de mármore em que a Virgem aconchega Jesus morto.

Há ainda o baldaquino (espécie de abrigo ao trono papal), do século 17, desenhado por Bernini e uma das preciosidades do barroco italiano. Logo na entrada, está o mosaico da Navicella, obra de Giotto, do século 14.

Atentem para a aglomeração junto a uma das paredes direitas da nave, diante do túmulo de João Paulo 2º.

O papa polonês estava na cripta, onde ficam os túmulos dos pontífices. Subiu porque a cripta ficava congestionada por peregrinos.

Ao lado de uma das colunas, dentro de um caixão de vidro, e menos reverenciado, está o corpo intacto de João 23, papa entre 1958 e 1963. Foi ele quem convocou o Concílio Vaticano 2º, marco da modernização da Igreja.

Vejamos os museus do Vaticano. Duas recomendações.

Escolha o trajeto mais longo, não o direto à capela Sistina. É menos congestionado.

E tenha paciência porque é a maior aglomeração humana em Roma a portas fechadas. São 4,5 milhões de visitantes anuais.

As coleções, abertas ao público no século 18, reúnem pintura, estatuária, afrescos e decorações que a Igreja recebeu ou encomendou desde sobretudo o século 15.

Alguns especialistas creem que uma visita exaustiva demore de oito a dez meses.

São, em verdade, 12 museus: do egípcio e do etrusco à pinacoteca. Nela, há um departamento de arte religiosa moderna, com telas ou esculturas belíssimas de Picasso, Léger, Klee, Henry Moore, Braque ou Munch.

Quanto às riquezas mais antigas, aqui vão alguns ambientes preciosos. A começar pela capela Nicolina, concluída em 1448 pelo Beato Angélico, com afrescos que alegorizam cenas de santo Estêvão e são Lourenço.

Há as salas de Rafael, com oito afrescos encomendados pelo papa Júlio 2º no começo do século 16. Uma longa passagem no segundo andar do Palácio Apostólico, com 12 colunas, tem também incríveis afrescos de Rafael.

No final do século 15, foi eleito papa Alexandre 6º, da família Borgia. Ele encomendou um luxuoso apartamento para hospedar familiares, com afrescos de Pinturicchio. O local ficou por três séculos fechado. Foi reaberto, restaurado, no século 19.

O PINTOR DO MILÊNIO

Entre as pinturas, uma das preciosidades é o tríptico encomendado em 1320 a Giotto pelo cardeal Stefaneschi.


Giotto foi considerado "o pintor do milênio", em 2000, em pesquisa com críticos de arte de toda a Europa.

Aliás, praticamente todos os pintores do renascimento italiano estão representados com telas de primeira linha.

Há um Da Vinci ("São Jerônimo") e quatro telas de Rafael, como "Fé, Esperança e Caridade". Michelangelo é representado por "Crucificação de São Pedro".

Os Museus do Vaticano também têm uma excelente coleção da Antiguidade. Dois exemplos entre os mosaicos: a "Cabeça de Atleta", vinda das termas de Caracalla, e o piso das termas de Otricoli.

Extraído do sítio Tribarte

19 de fevereiro de 2013

IGREJAS DE SALVADOR SÃO VERDADEIROS MUSEUS DE ARTE SACRA - Luana Almeida


Acervo religioso de Salvador é programa cultural (Raul Spinassé / Ag. A Tarde) 
Posicionar-se em um determinado ponto, olhar fixamente para o teto e caminhar para a frente. Essa é a primeira recomendação que o guia turístico Carlos Alberto Dias faz ao grupo de visitantes que o acompanha na entrada anexa da Igreja de São Francisco, Centro Histórico.

Museu sacro - A Igreja de São Francisco é apenas uma das 372 construções católicas da cidade. Como muitas outras, guarda em seu interior esculturas, pinturas e demais obras de alto valor artístico e histórico, o que lhe confere características de verdadeiro museu de arte sacra. O mesmo efeito pode ser visualizado na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, onde as imagens exibidas nas cúpulas e tetos ganham efeitos tridimensionais se vistos de determinados pontos.

De acordo com o historiador e especialista em arte sacra pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rogério Bastos Teixeira, a maioria dos templos religiosos da cidade abriga, pelo menos, duas obras de arte de reconhecido valor cultural e que, muitas vezes, passam despercebidas pelos visitantes.

Extraído do sítio Ainda Hoje

19 de janeiro de 2013

RIO SEDIARÁ EXPOSIÇÃO COM MAIS DE 100 OBRAS SACRAS DE MUSEUS DO VATICANO E DA ITÁLIA - Renata Giraldi


Brasília – A Jornada Mundial da Juventude, em junho no Rio de Janeiro, que trará o papa Bento XVI ao Brasil, envolve uma série de atividades. Uma das principais é a exposição Nas Pegadas do Senhor, que reúne cerca de 100 obras de arte de museus do Vaticano e da Itália. A exposição estará aberta ao público de 11 de junho a 15 de setembro no Museu Nacional de Belas Artes. Obras de artistas renomados, como Leonardo da Vinci e Correggio, poderão ser vistas.

Segundo especialistas, a exposição é a mais importante realizada na América Latina. De acordo com os organizadores do evento, o lema da Jornada Mundial da Juventude Rio2013 - "Ide e Fazei Discípulos entre Todas as Nações" - motivou a exposição. Detalhes sobre a mostra e demais eventos podem ser obtidos no endereço eletrônico http://www.rio2013.com/pt/noticias/detalhes/1066/jmj-rio2013-vai-ter-exposicao-de-obras-primas-do-vaticano.

A exposição está organizada em três etapas. Na primeira, denominada Cristo: Via de Salvação, estão obras com os temas Face de Cristo, Paixão de Cristo, Ressurreição e Incredulidade de Tomé, além de Cristo e a Adúltera e A Parábola do Filho Pródigo. As obras são de artistas como Beato Angélico, Melozzo da Forli, Leonardo da Vinci, Bernini e Correggio.

Na segunda etapa - Vocação e Missão dos Apóstolos - relativa à Nossa Senhora e aos discípulos cristãos, há obras de Michelangelo, Pinturicchio, Perugino, Sassoferrato e ícones bizantinos. Na última fase da exposição, chamada Os Santos: Modelos a Imitar, serão expostas pinturas e uma série de relicários de artistas como Annibale Carracci, Guido Reni e Caravaggio.

Há dois dias, uma comitiva brasileira esteve em Roma para uma reunião com o diretor de Museus do Vaticano, Antonio Paolucci. Participaram do encontro o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, o gerente de Atos Culturais da Jornada da Juventude Mundial, Gustavo Ribeiro, e a diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Monica Xexeo, além do professor Giovanni Morello, curador da mostra, Marcello Bedeschi, presidente da Fundação João Paulo II, e Andrea Carignani, responsável pelas mostras dos museus do Vaticano.

Extraído do sítio Agência Brasil